



Produtores rurais, autoridades locais e representantes de instituições parceiras se reuniram no dia 10, quarta-feira, no Mosteiro do Paraíso, em Torrinha, para a solenidade oficial de entrega do selo de Indicação Geográfica (IG) do café arábica produzido no município.
O evento marcou um momento estratégico para a economia local, reforçando a tradição cafeeira e abrindo novas oportunidades de valorização do produto no cenário regional, nacional e internacional.
A certificação de Indicação de Procedência (IP), concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), reconhece formalmente o café arábica de Torrinha como produto de origem e qualidade vinculados ao território. Torrinha, localizada na Serra do Itaqueri, tem mais de 240 produtores e uma tradição centenária na cultura do café, que remonta ao século XIX com a chegada de imigrantes europeus e o desenvolvimento da atividade ao longo de gerações.
O processo de reconhecimento da Indicação Geográfica teve início em 2020 e contou com a articulação de diversas entidades, incluindo o Sebrae-SP, a Prefeitura Municipal, o Sindicato Rural, a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária (ACIAT), a Associação dos Produtores de Café Natural do Bairro do Paraíso do Alto de Torrinha (Cafenato), o IFSP e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Após a conclusão das etapas técnicas e a publicação no Diário Oficial em 3 de junho de 2025, o selo passou a integrar oficialmente o portfólio de produtos certificados pelo INPI.
Durante a cerimônia, foram entregues os certificados aos produtores cujas amostras, avaliadas no tradicional concurso de qualidade do café do Sindicato Rural de Torrinha, atenderam aos critérios de pontuação estabelecidos. Das 83 amostras analisadas, 39 alcançaram mais de 80 pontos na escala da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e estão autorizadas a utilizar o selo de Indicação Geográfica no próximo ano.
O consultor de negócios do Sebrae-SP, Luís Adriano Alves Pinto, destacou a importância do reconhecimento para a economia local e para a identidade cultural da região. “A certificação amplia a visibilidade do território e oferece um diferencial competitivo aos cafeicultores, pois reconhece a qualidade, a história e o modo de fazer do café de Torrinha”, afirmou.
O selo representa mais do que um título: ele consolida a tradição cafeeira como um dos pilares econômicos e culturais de Torrinha, incentivando capacitação técnica, fortalecimento do associativismo e maior valorização de mercado do café produzido na região.