*Por João Tomé

Havia um pequeno vilarejo cercado por montanhas, onde todos pareciam estar sempre com pressa. As pessoas corriam de um lado para o outro, tentando adiantar o tempo, como se pudessem empurrar os ponteiros do relógio com as próprias mãos.
Mas, no alto de uma colina, vivia um velho chamado Elias. Ele cuidava de um campo cheio de flores que cresciam devagar, uma de cada cor, cada qual em sua estação.
Enquanto a vila vivia apressada, Elias observava o nascer do sol, o canto dos pássaros e o vento mudando de direção.
Um dia, um jovem subiu até o campo, aflito.
Senhor Elias, por que tudo demora tanto? Plantei e nada nasceu… o tempo está contra mim!
O velho sorriu e respondeu com calma:
O tempo não está contra você, meu filho. Ele apenas não corre no mesmo passo que sua ansiedade.
Levou o rapaz até o campo e apontou para uma semente ainda enterrada.
Esta aqui vai florescer na primavera. Mas se você cavar antes da hora, não verá nada além de terra.
O jovem ficou em silêncio, olhando ao redor. De repente, entendeu: cada flor tinha seu tempo, assim como cada sonho, cada cura, cada resposta.
Elias completou, com um olhar sereno:
Há tempo de plantar e tempo de colher… tempo de chorar e tempo de sorrir. Quem aprende a esperar, descobre que até o silêncio do tempo é cheio da voz de Deus.
O tempo não é inimigo. Ele é o mestre silencioso que ensina a paciência e revela a beleza no momento certo porque, debaixo do céu, há tempo para todas as coisas.
A vida é breve: Salmos 90:10 descreve a vida humana como rápida, afirmando que “porque tudo passa rapidamente, e nós voamos”. Os dias podem ser “setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta”, e até mesmo a longevidade pode ser marcada por canseira e enfado…