*Por João Tomé

Na sinagoga de Jerusalém, Estevão, cheio do Espírito, levantou‑se para responder aos acusadores que o chamavam de blasfemo. Com voz firme, lembrou a história do povo de Israel: desde a chamada de Abraão, passando pela travessia do Mar Vermelho, até os profetas que sempre falaram em nome de Deus. Cada exemplo mostrava que a presença divina não estava confinada a um templo feito por mãos humanas.

Ao chegar ao ponto alto, Estevão apontou para o céu e disse que via “os céus abertos e o Filho do Homem à direita de Deus”. O silêncio que se seguiu foi quebrado por gritos furiosos. Os líderes religiosos, incapazes de refutar suas palavras, começaram a arrastá‑lo para fora da cidade.

Enquanto era levado, Estevão mantinha os olhos fixos no céu, como se estivesse conversando com alguém que só ele podia ver. A multidão, inflamada de ira, atirava pedras, mas ele não sentia dor. Em vez disso, ouviu uma voz suave que dizia: “Perdoa‑os, Senhor, pois não sabem o que fazem”. Cada pedra que caía parecia ecoar a própria injustiça que ele denunciava.

Quando a última pedra o alcançou, Estevão caiu de joelhos, mas ainda assim levantou a cabeça. Seu rosto refletia uma paz que ninguém ali jamais tinha visto. Com um suspiro, entregou seu espírito ao Pai, dizendo: “Senhor, recebe o meu espírito”. Naquele instante, o céu pareceu abrir‑se novamente, e uma luz suave envolveu a cidade, como se a própria presença de Deus estivesse testemunhando o sacrifício de um homem que amou a verdade acima de tudo.
A história de Estevão nos lembra que, mesmo diante da violência e do ódio, a fé pode permanecer inquebrável.

“Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita”
Atos 7:55