Prejuízo à mobilidade dos anhembienses e ao acesso de visitantes coloca o Município de Interesse Turístico em situação vulnerável, repetindo crise de anos atrás.

Foto: Acontece Botucatu.

Anhembi, município reconhecido por sua vocação turística e classificado como Município de Interesse Turístico (MIT), encontra-se novamente sob o risco iminente de perder um serviço essencial: o transporte público intermunicipal. A possibilidade de interrupção da linha operada pela Viação Itaqueri Ltda. causou grande apreensão e mobilizou a Câmara Municipal, temendo-se um cenário de isolamento e prejuízos que já foi vivenciado pela cidade em um passado recente.

A situação atual evoca a crise de anos atrás, quando Anhembi ficou sem o atendimento da então Viação Piracema. Na época, foi necessária uma grande mobilização envolvendo representantes das três cidades — Anhembi, Botucatu e Piracicaba — para garantir a retomada da ligação rodoviária, vital para a economia e a vida social da população. A perda do serviço agora seria um duro golpe, especialmente para as famílias anhembienses que dependem dessas linhas para trabalho, estudo e acesso a serviços em centros maiores.

Requerimento na Câmara cobra providências do Executivo

Diante do risco, os vereadores Marquinhos Batista, Thiago Antonio Ataíde Becca e Rogério Ângelo Winckler apresentaram o REQUERIMENTO nº 97/2025, solicitando informações urgentes ao Poder Executivo Municipal, chefiado pelo Prefeito Jairo de Góis.

O documento manifesta profunda preocupação com a situação da Viação Itaqueri Ltda., responsável pelas linhas que servem Anhembi e o Distrito de Piramboia. O impacto de uma eventual paralisação é considerado gravíssimo, atingindo tanto a mobilidade do cidadão quanto o fundamental setor turístico.
O requerimento baseia-se nos artigos 169, inciso I, e 171, inciso VI, do Regimento Interno, e exige que o Prefeito Jairo de Góis preste os seguintes esclarecimentos:


1) Conhecimento Oficial: Se o Município recebeu comunicação formal da Viação Itaqueri Ltda. sobre a possível suspensão das linhas.

2) Parcerias: Se há possibilidade de firmar parceria, termo de cooperação ou subsídio com a Itaqueri ou outras operadoras para garantir a continuidade do serviço.

3) Convênios Anteriores: Se o Executivo manteve algum tipo de parceria, convênio ou subsídio com a empresa em anos anteriores e, em caso afirmativo, solicitam cópia integral dos documentos.

4) Medidas de Contingência: Quais medidas estão sendo estudadas ou adotadas para evitar a interrupção total, considerando a importância turística de Anhembi, a dependência de trabalhadores/familiares, e a inexistência de linha alternativa para Piracicaba (diferente do trajeto para Botucatu).

5) Legalidade de Uso de Veículos Públicos: Se há avaliação jurídica sobre a legalidade de usar veículos municipais (como ônibus ou vans escolares) em rotas que possam concorrer com o serviço concessionado.

6) Alternativas de Mobilidade: Quais alternativas o Município estuda para garantir o direito de mobilidade dos cidadãos, caso a empresa interrompa suas atividades.

7) Informações Pertinentes: Quaisquer outras informações que a administração julgue relevantes sobre o assunto.

A urgência da situação é inegável. Anhembi, na condição de MIT, depende de um fluxo constante de visitantes, e a dificuldade de acesso pode comprometer os investimentos e a própria subsistência do setor. Mais grave ainda é o prejuízo à população local, que não pode ter seu direito de ir e vir negligenciado.

O município e seus representantes agora aguardam a resposta do Prefeito para saber quais medidas concretas serão tomadas para que a história recente não se repita, e Anhembi não perca, mais uma vez, um serviço de transporte que é crucial para sua vida e seu desenvolvimento.

Próximos Passos: Acompanharemos a resposta do Poder Executivo ao Requerimento nº 97/2025 para informar a população sobre as medidas de contingência e negociação.