A Câmara Municipal de Anhembi votará nesta sexta-feira, dia 5, às 18 horas, o relatório final da Comissão Processante que recomenda a cassação do mandato da vereadora Rafaela Souza de Góis, a Rafaela do Ruy, acusada de quebra de decoro parlamentar.

O parecer, elaborado pela relatora vereadora Danyelle Aparecida Tezotto Wiesel e aprovado por 2 votos a 1 – o presidente da comissão, Ivan Monteiro também foi favorável -, concluiu pela procedência da denúncia apresentada pelo vereador Douglas de Oliveira Fernandes Jorge no âmbito do Processo Ético-Disciplinar nº 03/2025.

Segundo o relatório, os fatos analisados teriam ocorrido após a sessão ordinária do dia 29 de setembro de 2025, quando, de acordo com a comissão, a parlamentar teria adotado comportamento considerado incompatível com o exercício do mandato.

Entre os pontos destacados pela Comissão Processante estão o acionamento da Polícia Militar sem respaldo legal, ameaças ao denunciante e conduta descrita como desrespeitosa no interior da Casa Legislativa. O documento sustenta que houve abuso político, tentativa de intimidação e violação da ordem institucional.

A defesa da vereadora sustentou, ao longo do processo, que os atos estariam protegidos pela imunidade parlamentar e que a conduta de Rafaela foi provocada por atitudes do denunciante. Também alegou violência política de gênero, tese rejeitada no parecer final.

O relatório destaca ainda episódio envolvendo a mãe da vereadora, que, segundo a Comissão, teria proferido ameaças ao vereador denunciante nas dependências da Câmara, fato que agravaria o contexto dos acontecimentos.

Apesar da conclusão pela cassação, o relatório não foi unânime. O vereador Thiago Antônio Ataide Becca, integrante da Comissão Processante, apresentou voto em separado contrário à cassação.

A votação ocorrerá em sessão aberta ao público, no Plenário da Câmara Municipal. Para que a cassação seja confirmada, é necessário o voto favorável de dois terços dos vereadores, ou seja, de pelo menos seis votos.

Até o fechamento desta matéria, a vereadora Rafaela Souza de Góis não havia se manifestado oficialmente sobre a votação.