O ano de 2025 chega ao fim, e as pessoas começam a fazer um balanço do que foi positivo e negativo para projetar 2026. Assim também ocorreu com a população que, no início do ano, estava impulsionada pela esperança gerada pela renovação política em Anhembi, mas acabou enfrentando a realidade e conhecendo as prioridades do prefeito Jairo de Góis.

Quem acompanhou as sessões da Câmara de Vereadores pôde perceber que alguns temas foram recorrentes ao longo de todo o ano, evidenciando fragilidades da administração em determinadas áreas. Desde questões envolvendo o transporte escolar e a atribuição de aulas, passando pelo fornecimento de medicamentos, falta de pessoal para a limpeza urbana, até a escolha inadequada de pessoas para cargos estratégicos do governo, entre vários outros problemas.

É verdade que a gestão anterior deixou um déficit financeiro de pouco mais de R$ 10 milhões. Contudo, essa situação já vinha sendo anunciada e deveria ser de conhecimento de quem voluntariamente se candidatou à Prefeitura, assumindo a responsabilidade de planejar desde a transição uma estratégia para enfrentar o problema. A promessa de uma gestão moderna e comprometida com a população revelou-se marcada por amadorismo, já que o prefeito, habituado ao segmento comercial, não demonstrou vivência com a realidade cotidiana do povo anhembiense.

Um exemplo de que os mais vulneráveis não foram prioridade no primeiro ano de governo é o tratamento dado ao Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP), projeto voltado ao atendimento educacional especializado e à inclusão escolar de alunos com necessidades específicas ou que apresentem transtornos mistos de habilidades escolares.

Durante a campanha eleitoral, mães e pais criaram a expectativa de que, com a vitória de Jairo de Góis, o NAP teria um salto de qualidade, com a contratação de profissionais especializados e a aquisição de materiais adequados. Porém, isso não se concretizou. Na prática, o NAP ficou inativo por mais de sete meses, gerando prejuízos incalculáveis às crianças atendidas. Em diversos momentos, segundo relatos, o projeto acabou sendo utilizado como “moeda de troca” em negociações políticas conduzidas pela primeira-dama.

Para 2025, há uma reserva orçamentária de R$ 200 mil, valor que permitiria garantir condições mínimas de funcionamento caso o NAP operasse desde janeiro — o que não ocorreu. Entretanto, para surpresa das famílias atendidas, o prefeito Jairo de Góis encaminhou o Projeto de Lei nº 29/2025, que estima a receita e fixa a despesa do município de Anhembi para 2026, reduzindo o orçamento do programa para R$ 68 mil anuais.

Vale destacar que o orçamento geral de Anhembi para 2025 foi fixado em R$ 56 milhões, e a previsão para 2026 é de R$ 58,41 milhões — um aumento superior a R$ 2 milhões. Ainda assim, não foi apresentada justificativa plausível para a redução no orçamento do NAP.

Ao tomarem conhecimento da situação, os vereadores Ivan Chiquito (União Brasil), Dany Advogada e Daniel Veterinário (ambos do MDB), acompanhados do assessor parlamentar Rodrigo Pomba, que representou o presidente da Câmara, Rogério Winckler (PL), foram ao Departamento Municipal de Educação buscar esclarecimentos. Em reunião com a diretora Vaninha Sanqueta e a assessora Gabi Calcidoni, foram informados de que nem mesmo o Departamento havia sido consultado sobre a redução.

Nos bastidores da política e nas ruas da cidade, tem sido comum ouvir comentários afirmando que “o perfil do Jairo é de se preocupar mais com seu jet-ski, lancha, viagem para Nova York, passeio de caiaque com os amigos e suas lojas do que com as dificuldades do povo de Anhembi. A política é só mais uma aventura e uma conquista pessoal. O povo está decepcionado!”