No dia 30 de janeiro, sexta-feira, moradores de Ribeirão Bonito criticaram fortemente a Prefeitura após a retirada de várias árvores na praça Richard Luiz Artali, incluindo exemplares com décadas de vida. Segundo relatos, espécies como cedro-rosa (Cedrela fissilis) e castanheira-do-Brasil (Bertholletia excelsa) foram cortadas — ambas consideradas ameaçadas de extinção ou vulneráveis no Brasil.

Segundo pessoas que acompanharam o caso, não há clareza sobre quantas árvores foram suprimidas. Parte da remoção teria acontecido em novembro do ano passado, com o restante ocorrendo no começo de 2026.

A vereadora Bruna Silva informou à reportagem que apresentou uma denúncia ao Ministério Público pedindo apuração dos cortes. A justificativa oficial dada pela Prefeitura teria sido o suposto risco representado pelas árvores, porém, segundo a parlamentar, o Departamento de Meio Ambiente do município não teria laudo técnico que respaldasse essa alegação.

Bruna também chamou a atenção para o fato de que os tocos das árvores cortadas ainda continuam no local e que, pelo que foi observado, muitas delas pareciam estar saudáveis no momento da derrubada.

O local onde as árvores foram removidas também é apontado pelos moradores como uma rota de passagem de aves migratórias, como o Urutau — fato que aumentou a indignação popular nas redes sociais.