*Por João Tomé

Na pequena vila de Belém, a noite estava silenciosa, mas o céu parecia pulsar com uma luz diferente. Anjos anunciavam que um menino havia nascido, e o coração de Maria e José se encheu de espanto ao ver o recém‑nascido nos braços da mãe.

Ele não era apenas um bebê; era o cumprimento da promessa feita séculos antes: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu… e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6). Cada título ecoava na mente dos pastores que vieram adorar, lembrando‑os de que aquele filho traria um governo que não teria fim e paz que ultrapassaria toda compreensão.

Enquanto o fogo da laje aquecia o pequeno, os pensamentos de Maria vagavam pelos campos onde profetas haviam falado de um futuro rei que governaria com justiça. O bebê, porém, não chegou como um monarca de trono d’ouro, mas como um cordeiro humilde, deitado em palha, pronto para carregar os pecados do mundo.

Assim, o nascimento em Belém tornou‑se o ponto de partida de uma história que mudaria a humanidade: o Maravilhoso Conselheiro que guia com sabedoria, o Deus Forte que vence o pecado, o Pai Eterno que nunca se cansa e o Príncipe da Paz que oferece descanso ao cansado.

“Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. – Lucas 2:11