




A vereadora Rafaela do Ruy (Republicanos), primeira-dama de Anhembi, respondeu às acusações feitas pelo vereador Douglas Mortadela (União Brasil) durante sessão da Câmara. Na 14ª Sessão Ordinária, realizada em 4 de agosto, Rafaela utilizou o tempo destinado à “explicação pessoal” para contestar suspeitas levantadas sobre o uso de máquinas públicas e a gestão do estacionamento da Festa do Divino.
Na sessão anterior, Douglas questionou os critérios adotados pela prefeitura para o uso de maquinário na zona rural. Citou, em especial, o suposto atendimento em área pertencente à empresa Belissi, da qual Rafaela é proprietária. A vereadora afirmou que não houve qualquer privilégio, pois o local mencionado é via pública desde 2016, conforme disposto na Lei Municipal nº 2.049/16. Trata-se, segundo ela, de uma estrada usada por moradores para acesso ao camping e a sítios vizinhos.
Para o jornal, Rafaela acrescentou que, no passado, doou 70 caminhões de terra para a preparação da área destinada à construção de unidades da CDHU, destacando que, sendo vendedora de terra, não teria interesse em beneficiar-se do uso de recursos públicos. Disse acreditar que o vereador desconhece a legislação vigente, o que teria causado interpretações equivocadas.
A vereadora mencionou o conteúdo da Lei nº 2.049/16, que denomina as vias públicas do loteamento Vista Alegre. Entre os nomes oficiais, estão Rua das Flores, Rua dos Girassóis, Rua das Acácias, Rua das Violetas, Rua dos Antúrios, Rua das Cerejeiras, Rua dos Lírios, Rua das Gardênias, Rua das Gérberas, Rua das Orquídeas e Rua dos Ipês.
Sobre a Festa do Divino, realizada entre os dias 6 e 8 de junho, Douglas levantou dúvidas sobre a atuação de Joaquim Felipe Baptista Filho na organização do estacionamento do evento. A vereadora confirmou que Joaquim colaborou de forma voluntária e negou qualquer vínculo formal entre ele e sua empresa no contexto da festa. Rafaela reiterou que qualquer cidadão pode atuar como voluntário em eventos promovidos pelo Fundo Social e agradeceu publicamente a participação de munícipes que já atuaram nessas ocasiões, como Rodiney, Andreia Bartolomeu e Tiago Freitas.
Por fim, a vereadora afirmou que prefere acreditar que não há perseguição política nas declarações de Douglas, e sim falhas de compreensão. Pediu que os fatos sejam analisados com clareza, sem distorções, para que não restem dúvidas sobre sua conduta.