Acusação citava abandono de funções e atuação em empresas privadas – prefeito e primeira-dama saem fortalecidos do episódio

A Câmara Municipal de Anhembi rejeitou, na noite de segunda-feira, 4, o recebimento da denúncia que pedia a abertura de processo político-administrativo contra o prefeito Jairo de Góis. A decisão foi tomada durante a 14ª sessão ordinária, após a leitura integral do documento protocolado em 31 de julho pelo morador Douglas Gabriel Garcia.
Por seis votos a três, os vereadores decidiram arquivar a denúncia. Votaram contra seu recebimento Rafaela do Ruy, Marcelo Japonês, Marquinhos Batista, Ivan Chiquito, Thiago Becca e Daniel Veterinário. Foram favoráveis Douglas Mortadela, Dany Advogada e Rogério Winckler.
A peça acusatória apontava ausências frequentes do prefeito, suposto descaso com a administração pública e o exercício de funções de administrador em duas empresas privadas – prática vedada pela Lei Orgânica do Município. O documento incluía registros da Junta Comercial e da Receita Federal que vinculam Góis às empresas Campineira Utilidades e German Comércio de Utilidades.
Durante a sessão, o vereador Daniel Veterinário defendeu o arquivamento, alegando a necessidade de “maturidade na política local” e questionando quem estaria “por trás da denúncia”. Já a vereadora Dany Advogada afirmou que a votação não significava a cassação do prefeito, mas sim a oportunidade de apurar os fatos e verificar se houve prejuízo à cidade.
Nos bastidores, o resultado foi interpretado como vitória política de Jairo de Góis, que sai fortalecido do episódio. Também ganhou destaque a atuação da vereadora Rafaela do Ruy, primeira-dama e apontada como principal articuladora da rejeição à denúncia. Sua influência se fez notar até entre parlamentares antes críticos ao governo.
Com a decisão, a denúncia foi arquivada sem abertura de investigação. Até o momento, o prefeito não se pronunciou publicamente sobre o caso.